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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Pesquisa e inovação: países ricos e pobres enfrentam o desafio de atrair jovens para a iniciação científica

Os desafios da Educação científica e a democratização da informação foram os tópicos mais abordados nesta segunda (25/11/2013) no primeiro dia de palestras da sexta edição do Fórum Mundial de Ciência, reunido no Rio. Em maior ou menor grau, países ricos e pobres são afetados pela dificuldade em atrair jovens para a iniciação científica por meio da Educação formal.

O evento, que reúne cerca de 600 cientistas de todo o mundo, termina nesta quarta (27/11/2013), com o temas Desigualdades como barreiras para a sustentabilidade, Políticas para a ciência e governança, Integridade científica e ética na ciência, bioenergia, Academia e empresas, entre outros. Clique aqui para assistir as sessões do fórum

De acordo com o presidente do Conselho de Ciências do Japão, Takashi Onishi, os investimentos em Educação científica em seu país são significativos, mas as escolas enfrentam concorrência desleal com a internet, quando o assunto é a atenção e dedicação do estudante. No Brasil, segundo o diretor da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, os problemas são mais complexos, porque incluem os baixos salários dos professores e a pouca valorização da Educação pela sociedade como um todo.

“É um tema extremamente importante que tem sido negligenciado há séculos na história do Brasil. A valorização significa aumentar os salários e promover a Educação continuada dos professores”, disse ele. “Sendo cientista, conheço o fascínio da ciência. Acho muito importante o processo pelo qual a fascinação da ciência chega às crianças. Os professores devem transmitir a magia da ciência”.

Um dos participantes do fórum, o professor de física Jorge Flores, da Universidade Nacional Autônoma de México, defendeu investimentos na Educação informal, para que o conhecimento seja repassado de maneira eficaz. “Pelo menos na América Latina, os sistemas educativos são incapazes de produzir um ensino correto das ciências”, disse ele. O professor acredita que “o uso de centros pequenos e interativos de ciência podem ajudar os estudantes a fazer experimentos”.

Para a assessora científica da União Europeia, Anne Glover, Educação e democratização da informação científica são parceiras na diminuição das desigualdades e na prosperidade das nações. “Não há futuro sem Educação. O mundo está mudando tanto que e a ciência, engenharia e tecnologia são o nosso futuro. Para permitir que o futuro chegue a todos os cidadãos, eles precisam entender a ciência, como ela funciona e o que ela tem a oferecer para escolher o que querem e o que não querem”, comentou ela.

A cientista ressaltou que a ciência traz enormes possibilidades aos seres humanos que vão além da conquista de um emprego ou avanços tecnológicos. “A ciência é parte da nossa cultura assim como a música, as artes plásticas, e pode proporcionar verdadeira alegria e muita diversão”, disse Glover.

A diretora do Centro de Políticas de Agricultura para Crianças da China, Linxiu Zhang, defendeu mais investimento em Educação e acesso à informação. Ela explicou que, embora ninguém passe fome em seu país, a dieta em alguns lugares é pobre devido à falta de informação. “Na China, a falta de uma dieta balanceada tem prejudicado a performance acadêmica de alguns alunos. Por isso, é importante Educar os pais para que eles saibam qual tipo de comida é boa para o filho”, explicou Zhang.

Para o subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Ricardo Paes de Barros, o acesso universal ao conhecimento é sucesso inegável para a redução das desigualdades, bem como o livre fluxo mundial de conhecimento. “É muito importante o trabalho conjunto para problemas globais e o compartilhamento de tecnologias sociais. Está clara a necessidade de documentar-se melhor as tecnologias e torná-las mundialmente conhecidas”, declarou Barros.

Fonte Agência Brasil


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Academia e pesquisa: tecnologia do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação amplia integração com secretarias estaduais

A Rede de Gestão Integrada de Ciência, Tecnologia e Inovação está intensificando as relações entre as secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) de todo país, possibilitando um maior número de reuniões entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), secretários e técnicos da área. A primeira videoconferência feita por meio da Rede Ipê, infraestrutura de internet da comunidade acadêmica e de pesquisa brasileiras, ocorreu na última terça (4/12/2012) com a participação de secretários de todos os estados e do Distrito Federal.

De acordo com a Rede Nacional de Pesquisa (RNP), foram investidos R$ 700 mil para implementação da tecnologia, que incluiu também a capacitação dos profissionais e ampliar a participação dos gestores estaduais na elaboração de políticas públicas.

Para o diretor-geral da RNP, Nelson Simões, o maior benefício da rede é facilitar a integração entre os secretários estaduais de CT&I, permitindo ampliar o número de reuniões no setor. “Federação para nós é essa possibilidade de encurtar as distâncias, usando a tecnologia para uso da ciência do país”, disse durante a solenidade de lançamento.

O ministro da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, disse que o objetivo principal da rede de gestão é proporcionar um ambiente de cooperação entre os estados. “Esse é um forte exemplo de como usar a tecnologia disponível para diminuir as barreiras físicas”, disse Raupp.

A Rede Ipê é uma infraestrutura de internet voltada para a comunidade brasileira de ensino e pesquisa e, segundo a RNP, as principais universidades e institutos de pesquisa do país também estão conectadas à nova tecnologia.

A Rede de Gestão Integrada de Ciência, Tecnologia e Inovação é resultado de projeto conjunto do Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e do MCTI, coordenado pela RNP.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Apoio à pesquisa: FBN oferece bolsas de R$ 6 mil a R$ 30 mil anuais a pesquisadores de diferentes níveis


Fundação Biblioteca Nacional (FBN) receberá até 29 de setembro inscrições para o edital do Programa Nacional do Apoio à Pesquisa (PNAP), que oferece 25 bolsas-auxílio de pesquisa em sete categorias, representando um investimento total de R$ 516 mil.

Criada há 8 anos, a bolsa incentiva trabalhos acadêmicos que se utilizem do acervo da FBN como principal fonte de pesquisa. Podem se escrever pesquisadores de qualquer nível do ensino superior – de graduandos a doutorados.

O programa engloba as áreas de biblioteconomia e ciências da informação, ciências sociais, comunicação, Educação, história e letras.

Os valores variam de acordo com o nível de formação de cada pesquisador – graduandos em iniciação científica serão financiados com R$ 6 mil; mestrandos receberão R$ 20.400; incentivos de R$ 22.800 serão destinados a pesquisadores mestres; e doutorandos e doutores serão contemplados, respectivamente, com R$ 26.400 e R$ 30 mil. Esses valores correspondem ao total de cada uma das bolsas, que duram um ano.

Além disso, duas vagas serão destinadas a pesquisadores estrangeiros que estejam fazendo mestrado e doutorado. Nesses casos, as bolsas têm duração de seis meses e valores totais de R$ 20.400 e R$ 26.400, respectivamente.

Serão avaliadas a consistência, base teórica, metodologia e planejamento dos projetos de pesquisa inscritos, que deverão ter relação, em qualquer enfoque disciplinar, com o estudo da formação da cultura letrada no Brasil. Clique aqui para saber mais.


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