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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Mercado de trabalho: negócio em casa é realidade para milhões de brasileiros

Quase 80% dos artesãos trabalham na própria residência, porém vale separar ambiente doméstico daquele dedicado à atividade profissional

Por Marcelo Araújo

Com organização e disciplina, trabalhar em casa pode ser uma alternativa para reduzir custos e tempo gasto com longos deslocamentos, engarrafamentos e outros problemas da vida moderna. Dois dados do Sebrae mostram que essa se torna cada vez mais uma opção de empreender para milhões de brasileiros.

Dos 3,5 milhões de microempreendedores individuais (MEI), 48,6% trabalham na própria residência. Ainda segundo a instituição, 77% dos profissionais de artesanato também utilizam o lar como espaço criativo.

Por conta do crescimento da demanda no período que antecede ao Natal, é preciso que o empresário estabeleça critérios de gestão para controlar possíveis conflitos na utilização do espaço de trabalho e moradia, o que pode acarretar em diminuição da produtividade. “O trabalho em casa abre uma série de possibilidades para os donos de pequenos negócios, como atuar com certa flexibilidade de horário e reduzir gastos que teria, por exemplo, com a manutenção de um escritório.

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Mas vale ficar atento à capacidade produtiva e aos prazos de entrega, principalmente no final de ano, quando há crescimento forte das demandas para atender o cliente de forma satisfatória”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Com 12 anos de mercado, a artesã carioca Teresa Merheb trabalha na própria casa, no Itanhangá, na zona oeste do Rio de Janeiro, há seis anos. Com a premissa de não misturar os ambientes profissional e doméstico e atuar de forma mais profissional, a artista transformou a garagem no local de trabalho, com acesso independente.

No local, estão os fornos e tornos que ela utiliza para produzir peças em cerâmica, como pratos, vasos e luminárias. "Com pequenas reformas para aumentar a área útil, montei o espaço de produção, onde também dou aulas e recebo clientes de forma adequada”, conta.

Paulo César Alfeu, também do Rio de Janeiro, é outro empreendedor que utiliza a moradia como espaço para criação de suas peças artesanais, no bairro carioca de Jacarepaguá. Ele confecciona em torno de 3 mil sacolas e 800 caixas decoradas por mês.

Por conta da grande quantidade de matéria-prima, o artesão admite que nem sempre consegue impedir que seu trabalho acabe se expandindo por toda a casa. “Minha preocupação maior e de minha esposa, Luciana, com quem trabalho, é não deixar que o lado profissional afete o familiar, particularmente a relação com o nosso filho, Lucas”, afirma.

Paulo diz que, durante o dia, o casal divide a atenção entre o artesanato e tarefas particulares, como deixar e pegar o filho na escola, onde Lucas cursa o oitavo ano do Ensino Fundamental, e levá-lo à escolinha de basquete do Flamengo, na Gávea. “À noite e nos fins de semana, damos um gás na produção. Às vezes, ficando no batente até tarde, para não deixar a peteca cair e nem faltar com atenção ao garoto”, revela o artista.

Dicas para quem trabalha em casa
Importante para quem trabalha em casa, a formalização pode ser feita por meio do registro como Microempreendedor Individual, no Portal do Empreendedor. A regularização traz mais segurança ao dono do pequeno negócio, deixa as regras a serem cumpridas mais claras e amplia mercado por conta da possibilidade de se emitir nota fiscal. Quem pretende montar um negócio nessa circunstância também deve se informar na prefeitura do município sobre normais locais para licenciamento e funcionamento das atividades. 

  • Uma dica importante é separar o ambiente de negócio do familiar. Se puder, instale uma entrada própria para receber os clientes e os fornecedores, em um cômodo independente e bem organizado, com uma estrutura de móveis, computador e material de escritório. Essa medida dá um aspecto mais profissional à empresa e evita constrangimentos como um visitante se deparar com a família almoçando ou alguém deitado no sofá da sala vendo TV.
  • O empresário não pode misturar a rotina do escritório com questões familiares. Ele também não deve confundir o caixa da empresa com o da família.
  • Estabeleça horários para o início e o fim das atividades. A disciplina contribui não só para que o trabalho flua com mais eficiência, como para que o empreendedor consiga usufruir o tempo livre ao lado da família.
  • O empreendedor também tem que ficar atento ao cumprimento de prazos, à qualidade do produto e à competitividade do preço da mesma forma que o empresário responsável por um comércio, escritório ou fábrica. 
  • Cuidado com a aparência torna-se fundamental. Não é por trabalhar em casa que o dono do empreendimento pode apresentar-se com trajes excessivamente informais, como bermuda ou chinelo. O ideal é vestir-se da mesma maneira como se fosse trabalhar em um escritório. Essa postura ajuda a conquistar a confiança das pessoas com quem se trabalha.
  • Se possível, mantenha um número de telefone exclusivo para a empresa. Sugere-se que se instale uma secretária eletrônica para atender às ligações na ausência do empresário, ao invés de se recorrer às pessoas de casa para essa tarefa.
  • O Sebrae recomenda a capacitação e disponibiliza uma série de soluções para os pequenos negócios, como cursos, palestras, seminários, consultorias e educação a distância. No caso de quem busca aproveitar o aquecimento das vendas nos últimos meses do ano, indicam-se, especificamente, cursos como Gestão do Estoque, Atendimento ao Cliente e Técnicas de Vendas. Para ter acesso a esses conteúdos basta ir ao ponto de atendimento mais próximo do Sebrae ou se informar pelo telefone 0800 570 0800 e pelo Portal Sebrae.


Fonte Agência Sebrae


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Cidadania: “Ajudei minha família a romper o ciclo de pobreza”

Por Paula Adamo Idoeta, da BBC Brasil

Lucineide do Nascimento, 44, nasceu nos arredores de Natal, trabalhou na roça desde cedo e, se tudo tivesse corrido como o planejado pelo seu pai, teria casado cedo e continuado com a vida humilde no campo.

Lucineide é uma das entrevistadas da BBC na série 100 Mulheres – Vozes de Meio Mundo,
que aborda os anseios e as conquistas das mulheres atuais
 
"Mas eu era atrevida e bati de frente com meus pais", diz ela. Aos 17 anos, decidiu ir para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como empregada doméstica e depois, já em São Paulo, como representante comercial, vendendo utensílios domésticos.

Em 2007, em busca de mais autonomia, decidiu abrir um negócio próprio, de sacolas reutilizáveis de algodão cru – justamente a matéria-prima que plantava e colhia em sua juventude no Rio Grande do Norte.

Sua história retrata algumas das transformações do Brasil na última década, da ascensão de milhões de pessoas à classe média às mudanças que isso desencadeia na dinâmica das famílias e do mercado de trabalho – sobretudo entre o sexo feminino.

Hoje, a potiguar é a dona da empresa que sustenta sua família e emprega seu marido e um dos dois filhos (de 15 e 17 anos), produzindo 10 mil sacolas por mês, na zona sul de São Paulo. Ela diz que aprendeu a delegar tarefas da casa para poder dar conta do crescimento da empresa e "para poder ter tempo de encontrar as amigas".

E ajudou a mudar a realidade de seus parentes no Nordeste.

"Somos uma família enorme, de sete filhos, muito humilde. A gente não tinha nem energia elétrica. Meu pai tinha medo que fôssemos para a cidade grande, queria que eu casasse (enquanto) nova e ficasse na roça, tendo uma vidinha pacata.

Eu fui a ovelha negra, mas hoje sou o orgulho da família. Todos moram na cidade, decidiram estudar, muitos estão se formando na faculdade. Ajudei eles a sair do ciclo de pobreza."

BBC Brasil - Você veio de um ambiente rural e de outro em mutação, que é o do trabalho doméstico. Viveu machismo ou preconceito?
Lucineide do Nascimento - Cheguei a ser humilhada por patrões por ser nordestina e, como representante comercial, sofria com cantadas. Mas hoje me sinto respeitada. Brinco que, quando subo no salto, não há quem me enfrente!

Aqui no Brasil ainda existe preconceito, (muitos) acham que a mulher veio ao mundo para cuidar do lar, e mesmo em empregos iguais, ganha menos que o homem. Isso está mudando aos poucos, nós mesmas somos as maiores responsáveis por quebrar isso. O que pensei é: se tenho capacidade, por que não abrir meu próprio negócio?

Tive uma trajetória muito difícil, de muito sofrimento. Vim (do RN) muito ingênua. Mas meu pai diz que eu sempre fui atrevida. Enquanto era profissional autônoma, comecei a buscar informações sobre o que era ecologicamente correto, liguei para (a ONG ambiental) Greenpeace. Aprendi que, para substituir as sacolas de plástico, o melhor eram sacolas de algodão cru, (tecido) que se decompõe.

Comecei comprando no atacado e vendendo as minhas sacolas para escolas ou para empresas de brindes, que eram intermediários. Agora vendo direto para o consumidor final e quero triplicar minha produção. O negócio cresceu no boca a boca.

Que papel a Educação, formal ou informal, teve na sua formação?
Só estudei até o terceiro colegial, mas fiz um curso de capacitação no Sebrae.

Meus pais sempre me disseram que confiavam em mim. Isso me fez enxergar que era uma pessoa de muito potencial. Então sempre me cobrei muito, me achei no direito de crescer.

Para os meus filhos, a lição que eu quero passar é de superação e integridade. Eles são motivo de orgulho para mim porque têm a cabeça boa, são preocupados com o futuro. Eles me dizem, "mãe, te admiro. Você é uma mulher forte". Um deles vai cursar engenharia na faculdade.

Na roça, (minha família) antes só queria ter filhos, havia muita ignorância. (Falava para eles) que a educação e o conhecimento são importantes. Ajudei a minha irmã em Santa Cruz do Rio Grande do Norte, que fazia marmitas, a fazer o negócio dela crescer. Comprei um terreno para ela, que montou uma cozinha e um salão. Agora, eles têm planos de abrir uma churrascaria.

E quais seus principais desafios como mulher hoje?
No profissional, acho que é fazer a minha empresa (Edilu Sacolas Ecológicas) se tornar uma marca (conhecida), porque está ficando sólida nesse mercado sustentável.

No pessoal, tento delegar bastante as funções entre a família, porque eu dedico boa parte do meu tempo à Edilu. Eles passaram a me ajudar a lavar louça, fazer comida e administrar suas próprias responsabilidades, como ir no dentista, no inglês, estudar para prova.

Porque teve uma época muito difícil, em que eu tocava a empresa de noite enquanto ainda era representante comercial de dia. Fiquei doente de estresse, tinha tremedeira, cansaço. Achei que era problema do coração, mas o médico falou que eu tinha sintomas de depressão. Eu queria fazer tudo ao mesmo tempo, não tinha descanso.
 
Daí eu me tratei, passei a delegar. Hoje (meu desafio) é que sobre tempo para as minhas coisas de mulher, sair para bater papo com as amigas. Aprendi com o tempo que a vida não é só trabalho e família.


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Educadores de sucesso: Prêmio destaca empreendedores sociais


A presidenta do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (Icep), Cybele Amado de Oliveira, recebeu o Prêmio Empreendedor Social 2012 em cerimônia realizada nesta quarta (7/11/2012), no Museu de Arte de São Paulo (MASP). Em seu discurso, Cybele fez questão de compartilhar a premiação com os outros finalistas, os parceiros institucionais e toda a Rede Colaborativa do Icep – formada por gestores municipais, secretários de educação, equipes técnicas, coordenadores pedagógicos, diretores, professores, pais e alunos. Como ela disse: “Este prêmio é da educação brasileira!”

Cybele (foto) tem 45 anos, é pedagoga, casada, dois filhos. A educadora é mentora e principal líder do Icep, instalado na Bahia, que busca contribuir para a melhoria da qualidade da Educação pública, por meio do apoio à formação continuada de educadores e de gestores educacionais, bem como da criação e da mobilização de redes colaborativas.

Seu trabalho, que inova ao promover a formação de leitores e escritores autônomos no ensino fundamental 1, beneficia hoje cerca de 76 mil pessoas com forte influência em políticas públicas na Bahia e em Pernambuco.

Na mesma festa, o sociólogo Fernando Botelho – idealizador do software livre F123 – ganhou o Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro, e o médico Antonio Sergio Petrilli, do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc) foi o vencedor da categoria Escolha do Leitor. Os outros finalistas foram Almir Suruí e Ivaneide Cardozo (Metareilá e Kanindé), Luís Fernando Guedes Pinto (Imaflora), Mariana Madureira e Marianne Costa (Raízes).

Promovido pela Folha de S. Paulo em parceria com a Fundação Schwab, o Prêmio Empreendedor Social e o Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro oferecem muitos benefícios a finalistas e vencedores, como cursos de gestão, assessorias de imprensa e jurídica e participação em congressos do Terceiro Setor. Como vencedora, Cybele poderá também cursar o MBA na IE Business School em Madri, na Espanha, e participar do Fórum Econômico Mundial, em 2013, em Davos, na Suíça.

Clique aqui ler a reportagem Tecelã da Educação sobre Cybele Amaro, publicada na Folha de S. Paulo.


terça-feira, 29 de maio de 2012

Inovação e empreendedorismo: “Um não existe sem o outro”, diz Silvio Meira

Meira é professor titular de engenharia
de software da Universidade Federal
de Pernambuco (Foto Gerson Bampi)
Inovação e empreendedorismo devem andar juntos. “Um não existe sem o outro”, assegurou Silvio Meira, consultor em ciência da computação, no Workshop de Inovação e Empreendedorismo que o Senai do Paraná promoveu na semana passada (23/5/2012), em Curitiba.

O encontro abriu a série Diálogos, iniciativa do Senai que vai sistematizar e tornar frequente a comunicação com a indústria sobre temas do momento ou demandados.

Para Meira, o habitat de inovação, que são “ninhos de empreendedores”, tem que levar em conta o mercado, e trazer o mercado para o ambiente de inovação. “No Brasil, temos um ambiente complicado para os negócios”. Por conta disso, “temos que investir na inovação e diferenciação dos produtos para garantir a competitividade de nossas indústrias perante o mercado externo”.

O especialista citou a pesquisa Doing Business 2012, que faz um ranking dos melhores países para se fazer negócios. “Dos 183 países avaliados, o Brasil aparece na 126ª posição. No topo da lista estão Cingapura, Hong Kong, Nova Zelândia e Estados Unidos”.

Países versus países
Outro palestrante do workshop, Ozires Silva, engenheiro e um dos criadores da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), destacou que vivemos em um mundo global e temos que aproveitar todas as oportunidades que surgirem. “Hoje não são empresas competindo com empresas, mas sim países competindo com países. Temos que criar em nosso país um ambiente favorável para nos tornarmos competitivos no mercado externo.”

Na avaliação de Ozires, a inovação é o processo criativo levado à produção. “É um grande desafio das empresas, pois o mercado está em busca de novidades, não importando onde elas foram fabricadas. É preciso inovar, investir em linhas de tecnologias novas e em empreendedorismo e estimular a Educação”, observou, explicando ainda que “é preciso pensar grande e não achar que as grandes tecnologias precisam vir de fora”.

A série Diálogos são encontros de uma hora, em que consultores do Senai-PR, empresários e profissionais das indústrias vão abordar temas relevantes para a competitividade. Além dos encontros realizados pelas unidades do Senai, o calendário de Diálogo prevê dois grandes eventos por ano para tratar de temas abrangentes, de interesse geral da indústria. Prevê também eventos por videoconferência, com alcance para todas as regiões.


Empreendedorismo: Congresso fomenta negócios entre países de língua portuguesa

Rodadas de negócios, encontros setoriais, integração e intercâmbio são as principais atrações do 2º Congresso Internacional do Empreendedor Lusófono, que começa nesta quarta e vai até sexta (30/5 a 1/6/2012), no Centro de Convenções de Vitória, capital do Espírito Santo. O evento busca incrementar o empreendedorismo entre os países de língua portuguesa – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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Nesta edição, o congresso garante aos participantes oportunidades de trocas comerciais visando à evolução do patamar econômico dos países, inclusive com trocam de experiências fundamentais nas relações comerciais, estreitando a possibilidade de futuras parcerias.

O hotel-escola Senac Ilha do Boi integra a rodada de negócios, com exposição de produtos de jovens e empresários dos segmentos de alimentos e bebidas, moveleiro, construção civil e vestuário. A expectativa deste ano é de que mais de mil empreendedores estejam presentes.

Planejado em Cabo Verde, em 2010, o Congresso Internacional do Empreendedor Lusófono ocorre anualmente. Em sua primeira edição, em 2011, na cidade do Porto, em Portugal, o evento recebeu mais de mil empreendedores.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Desafio Sebrae: jogo que transforma universitários em empreendedores está com inscrições abertas

Espírito de liderança, administração de riscos, tomada de decisões e busca de resultados são algumas das características estimuladas nos universitários pelo Desafio Sebrae, jogo que simula a gestão de um empreendimento. O Desafio difunde conceitos como competitividade, ética e associativismo, e desperta nos participantes a vontade de ter o próprio negócio.

As inscrições estão abertas até sexta (18/5/2012) pelo www.desafio.sebrae.com.br

O tema do jogo são frutas tropicais. Podem participar estudantes universitários de todo o Brasil e de todos os cursos. Os integrantes dos oito grupos que chegarem à final nacional ganharão um iPad, além de bolsas de estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

As três primeiras equipes colocadas receberão um curso de inovação oferecido pela Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), parceira do Desafio Sebrae. 


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