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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Dois economistas divergem sobre o futuro da inovação e do crescimento

Robert Gordon (dir.) e Joel Mokyr: briga entre um pessimista e um otimista
(Foto Rob Hart/The Wall Street Journal)

Robert Gordon, um economista de 73 anos, acredita que os bons tempos já passaram. Depois de um século de inovações revolucionárias que geraram crescimento, o progresso humano está ficando cada vez mais lento, diz.

Já o também economista Joel Mokyr, que tem 67 anos, imagina o surgimento de uma nova era de invenções, inclusive terapias genéticas para prolongar a vida e sementes milagrosas que podem alimentar o mundo sem a necessidade de fertilizantes.

Clique aqui para ler na íntegra a reportagem de Timothy Aeppel para o The Wall Street Journal


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Olimpíada do Conhecimento: participe do concurso para escolher mascote da OC 2014 e concorra a um Volkswagen Up 1.0 e a outros prêmios

Fonte Portal Indústria

Se você é criativo e gosta de desenhar, participe do concurso que vai escolher o mascote da Olimpíada do Conhecimento 2014, maior torneio de Educação profissional e tecnologia das Américas.

As inscrições podem ser feitas até 15 de julho. Clique aqui para saber tudo sobre

O desenho deverá ser inédito e não pode ter sido premiado em nenhum outro concurso ou promoção regional, nacional ou internacional. Além disso, deve ser de autoria do próprio participante.

Os interessados não poderão, em seus desenhos, explorar imagens de símbolos olímpicos, logos, marcas e patentes, a fim de evitar eventuais confusões ou falsa associação.

O julgamento dos materiais inscritos será realizado por uma comissão julgadora formada por profissionais do Senai e convidados. A decisão levará em conta a criatividade, originalidade e pertinência ao tema proposto.

Os cinco trabalhos mais bem avaliados pela comissão vão disputar o voto popular realizado pela internet. O participante com o desenho mais votado ganhará um automóvel Volkswagen Up 1.0, além de ter sua criação selecionada para ser o mascote oficial da Olimpíada do Conhecimento, que acontece em setembro, em Belo Horizonte.

O autor do segundo desenho mais bem votado será premiado com um ultrabook Sony Vaio de 13 polegadas e, o terceiro lugar, com um tablet Samsung Galaxy Note 2014 com caneta S Pen.

Os cinco finalistas serão conhecidos em 17 de julho. O voto popular, por sua vez, será realizado de 17 a 23 de julho. Os vencedores serão conhecidos em 24 de julho.

Competição terá mais de 800 jovens disputando em 58 ocupações
Mais de 800 jovens de todo o Brasil participam, de 3 a 6 de setembro, em Belo Horizonte, da Olimpíada do Conhecimento 2014. Nesta oitava edição do mais importante torneio de Educação profissional e tecnológica das Américas estarão em disputa os melhores jovens profissionais de 58 ocupações ligadas à indústria, ao setor de serviços e à agropecuária.

Fazem parte da equipe de mais de 800 participantes, de até 21 anos de idade, alunos de cursos do Senai, do Senac e dos Institutos Federais de Tecnologia – estes pela primeira vez na competição. Destaque para 45 jovens com deficiência que competirão entre si em quatro modalidades.

Durante quatro dias, os competidores realizarão tarefas semelhantes às que enfrentariam em situações reais do mercado de trabalho. Seu desempenho estabelece o padrão de excelência e serve para avaliar a formação oferecida pelas organizações de Educação.

Realizada a cada dois anos nos anos pares, a competição ocupará 105 mil metros quadrados do Expo Minas, em Belo Horizonte. Além das 6 mil pessoas envolvidas no evento, entre competidores, técnicos, avaliadores e organização, são esperados 300 mil visitantes no período.

A Olimpíada do Conhecimento começa nas escolas das organizações participantes, quando instrutores identificam alunos de destaque e os convidam para treinar para os torneios locais. A etapa estadual é a fase classificatória para a nacional. Nesse processo todo, os competidores chegam a se dedicar oito horas durante meses para alcançarem os melhores resultados. Os dois mais bem colocados na fase nacional podem concorrer a uma vaga para a competição mundial, a WorldSkills Competition, que, em 2015, ocorrerá em São Paulo.

A cada ano, aumenta a participação na etapa nacional. Os pouco mais de 800 inscritos neste ano representam quase sete vezes mais que a primeira edição da Olimpíada, realizada em 2001, em Brasília, quando participaram 111 estudantes. O número de ocupações profissionais do torneio também aumentou: passou de 26, em 2001, para 58 em 2014.

O desempenho dos alunos na competição forma um conjunto de indicadores que ajuda às organizações participantes avaliar a qualidade da Educação profissional. Esses indicadores, que apontam tendências tecnológicas e mudanças nos perfis profissionais, também orientam a atualização dos currículos nas escolas. “O diferencial do ensino oferecido pelo Senai é cobrar do jovem em iguais proporções o conhecimento técnico, a habilidade prática e a capacidade de resolver problemas rapidamente. Na Olimpíada, testamos essas três vertentes no seu mais alto nível”, explica Rafael Lucchesi, diretor nacional do Senai.

Clique aqui para conhecer todas as 58 ocupações da Olimpíada do Conhecimento.


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Educação e cidadania: “Escola não está conseguindo responder desafios do século XXI”

Por Lilian Milena para o Brasilianas.org, em 4/6/2014

Um a cada quatro estudantes abandona a escola antes de chegar na última série do ensino fundamental. O dado foi destaque no Relatório de Desenvolvimento produzido pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), divulgado em 2013, que posicionou o Brasil como o terceiro país com a maior taxa de evasão escolar entre 100 países.

A gerente de projetos do movimento Todos Pela Educação, Andrea Bergamaschi, convidada para o debate do Brasilianas.org, na TV Brasil, destacou que, em boa parte dos casos, o aluno vem acumulando problemas de aprendizagem ao longo de sua vida escolar. “A evasão não acontece de uma hora para outra”, esclareceu.

Clique aqui para assistir ao debate completo, mediado pelo jornalista Luis Nassif

Segundo uma avaliação aplicada a 54 mil alunos pelo Todos Pela Educação, em 2012, em todos os estados brasileiros, metade das crianças entre oito e nove anos de idade já apresentava dificuldades de leitura, escrita e matemática para sua idade/série. Bergamaschi acrescentou ainda dados oficiais do Ministério da Educação que revelam que hoje 10% dos alunos do ensino médio mal sabem matemática. Logo, para evitar a evasão escolar mais tarde, é preciso focar na melhora da Educação do ensino básico.

A atualização do programa curricular das escolas também foi apontada no debate como um componente importante para evitar a evasão escolar. Para Jair Ribeiro da Silva Neto, fundador da Associação Parceiros da Educação, uma forma de resolver o problema estaria em melhorar a dinâmica do currículo escolar no ensino médio, voltado ao tempo integral e matérias eletivas, além das obrigatórias, para que o aluno tenha condições de se aprofundar mais nas áreas que lhe interessam.

Silva Neto também defendeu uma maior integração entre a Educação formal e profissionalizante. “O modelo alemão talvez seria o mais adequado para o nosso [sistema]. Hoje, na Alemanha cerca de 35% dos formandos do ensino médio não vão para a universidade mas para o ensino técnico que pode ser feito junto com o ensino médio, ou até dois anos após o término do ensino médio, para a colocação [desse estudante] no mercado de trabalho”, sugeriu.

Também convidada para o debate, Maria Alice Setúbal, Fundadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), destacou que as imensas desigualdades educacionais do país só poderão ser resolvidas quando o tema Educação for visto como prioritário na estratégia de desenvolvimento.

“A escola [no Brasil] não está conseguindo responder aos desafios do século XXI. Estamos passando por mudanças enormes tecnológicas, ao mesmo tempo, é preciso trazer para a escola debates do dia a dia, desde mobilidade urbana nas grandes cidades, violência, e meio ambiente (...). No ensino médio, por exemplo, o jovem quer discutir democracia, participação, valores da sociedade. E a escola está distante disso”, pontuou.

Progressão Continuada
Maria Alice é defensora da Progressão Continuada. “É uma unanimidade em pesquisas nacionais e internacionais que a repetência não traz mais aprendizagem ao aluno. Pelo contrário, interioriza na criança que ela não pode, não sabe, não acontece. E ela acaba sendo expulsa, entre aspas, da escola conforme o aumento da distorção idade e série, fazendo ela aumentar seu desinteresse nos estudos”.

Assim Maria Alice apontou que o problema não está no sistema de Progressão Continuada, mas na sua implementação. E isso ocorre pela falta de infraestrutura humana e física nas escolas para garantir reforço escolar aos alunos que apresentam deficiência na compreensão de matérias.

Recursos
Silva Neto, da Parceiros da Educação, afirmou que não adianta apenas reduzir a defasagem dos salários dos professores para atrair profissionais às escolas públicas. A melhora do ambiente de trabalho, segurança, acesso a equipamentos adequados para o ensino e bibliotecas também são componentes que incentivam os professores a aperfeiçoarem seus trabalhos. O piso salarial médio de um professor nas cidades do Sul do país varia entre R$ 1.700 a R$ 2.000, apenas.

Andrea Bergamaschi, da Todos Pela Educação, destacou ainda que a melhor maneira de reduzir também a defasagem de conhecimentos dos professores frente às novas tecnologias é a valorização do profissional. Ela lembrou de um estudo divulgado pela Fundação Victor Cívita, publicado em 2009, mostrando que apenas 2% dos alunos que terminaram o ensino médio tinham interesse em se tornar professores no Brasil.

“Estamos pegando alunos que não tem outra opção e acabam se tornando professores da rede pública. Alguns continuam estudando e vão dar aulas na rede privada. Mas o que temos é um aluno que teve dificuldades em sua formação se tornar professor por não ter perspectiva de carreira”, analisou.

Seria preciso, portanto, criar uma estratégia para atrair e reter os melhores talentos nas escolas, defendeu Silva Neto. “Sabemos que existe uma correlação enorme entre a qualidade do professor e a qualidade do aluno. Outro dado [que sabemos] é que quanto mais tempo o aluno passa em sala de aula, mas ele aprende”, disse.

Bergamaschi apontou que é positivo o retrato dos recursos mobilizados para a educação do país nos últimos quinze anos. “O Brasil conseguiu colocar [em andamento] vários instrumentos de financiamento, sistematizar processos de financiamento para a educação básica, com a redistribuição [de recursos] através do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação]”.

Para ela, o país se encontra em um nível de maturidade importante no setor educacional, considerando que não devemos apenas olhar para o volume de recursos, mas para a aplicação deles na redução das desigualdades regionais, melhora dos currículos escolares, dos instrumentos de avaliação e qualidade da formação e carreira dos professores.

Já, segundo Maria Alice, a melhor maneira do Brasil acelerar o desenvolvimento geral do ensino, reduzindo as desigualdades, é cortando caminho através do uso das novas tecnologias, construindo uma escola que responda aos desafios do século XXI.

“Não temos outra opção. Se quisermos realmente criar um país onde a educação seja o eixo central [do desenvolvimento] temos que usar os dois movimentos, ou seja, melhorar os projetos pedagógicos ao lado do uso [das ferramentas] da tecnologia”, concluiu.


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Educação: novos paradigmas do ensino da língua portuguesa


Pesquisas realizadas na área da Educação apontam que, em geral, o desempenho dos alunos da rede pública de ensino na disciplina de língua portuguesa não tem atingido resultados positivos.

Segundo os dados do De Olho Nas Metas, realizado pelo Todos Pela Educação, o índice de alunos com aprendizado adequado em língua portuguesa no Ensino Médio se manteve estagnado em 29% nos últimos anos.

A vivência da sala de aula confirma as estatísticas nacionais: nas escolas da rede pública é comum encontrar adolescentes e jovens desinteressados pelas atividades voltadas somente ao aprendizado da gramática normativa, desestimulados para a prática de exercícios de leitura e escrita.

A professora de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp), Neide Luzia de Rezende, destaca que para lidar com os desafios da atualidade os professores precisam reconhecer que os alunos estão totalmente conectados aos meios eletrônicos. “Nós temos um novo contexto social e de práticas sociais do jovem, isso tem a ver com outros suportes para os métodos de leitura e escrita. No polo da aprendizagem, podem surgir questionamentos se essas novas práticas são mais superficiais do que as de antigamente porque, hoje, existe um investimento na simultaneidade das informações e não na sequencialidade, como conhecemos tradicionalmente, mas os alunos estão imersos em outra realidade de desenvolvimento da linguagem”.

A formação profissional do professor muitas vezes não está de acordo com o processo de aprendizagem do aluno, com as metodologias e a didática dos conteúdos nas aulas. “Existe uma formação muito variada entre os professores e não é possível afirmar que todos não estão ensinando ou são antiquados. Uma parte dos professores, de fato, não acompanha essas novas práticas sociais que o aluno vivencia. Os profissionais com formação mais antiga acabam ficando vinculados às práticas e conteúdos mais cristalizados, não acompanhando a renovação, os novos paradigmas de ensino”, salienta Rezende.

No âmbito na língua, segundo Rezende, tem se tornado hegemônico o entendimento de que não se trabalha mais com um conteúdo exclusivo de gramática normativa. “O texto é o ponto de partida para o ensino da língua e devemos considerar seus aspectos linguísticos e discursivos. O que esse texto diz sobre o lugar em que ele aparece? A que ele se refere? Temos textos advindos de diferentes esferas e atividades. Os gêneros textuais são apresentados em sala de aula supondo que o aluno terá contato com o conteúdo e, ao mesmo tempo, será capaz de reconhecer os aspectos linguísticos e a gramática que o sustenta, levando em conta que o texto advém de uma parte da sociedade e traz elementos para serem estudados”.

Hoje, no ensino de língua portuguesa, há uma extensão para a aprendizagem e outra para o social. As duas estão intimamente ligadas, explica Rezende. “Se o professor trabalha com notícia ou editorial de jornal, que são textos recorrentes na sala de aula, ele não pode trazer aquilo como texto desvinculado de um contexto. No caso do texto jornalístico é interessante que o aluno tenha contato com o meio onde isso aparece, para que ele possa ler e também praticar. O professor pode trabalhar de uma forma que o aluno traga elementos do seu cotidiano, escreva e organize em texto os dados que ele possui. É preciso estabelecer uma relação entre o que está dentro e fora dos muros da escola, isso traria dinamicidade e riqueza para a aula”.

Partindo desta familiaridade que os alunos do ensino médio têm com as diversas mídias e tecnologias, a professora de língua portuguesa do Centro Territorial de Educação Profissional Recôncavo II – Alberto Tôrres e do Colégio Estadual Landulfo Alves de Almeida, Abigail dos Santos Fonseca, decidiu investigar e desenvolver, em 2010, uma metodologia com o uso de um blog como ferramenta de interação e aprendizagem no ambiente escolar.

O projeto levou em consideração os novos modos de aprender, bem como o papel do professor na formação de seres humanos capazes de exercer plenamente a sua cidadania.

Fonseca percebeu que seus alunos tinham dificuldade nas aulas de português – e reclamavam disso com frequência – pela falta de interesse e estímulo que eles sentiam em relação à leitura, compreensão e produção textual. “Não adianta a escola fazer algo que não seja parte da realidade do aluno, precisamos envolver, mediar e criar situações de aprendizagem. A leitura e a escrita, hoje, não são responsabilidade apenas do professor de português. 
Hoje, nós temos a mídia que pode ser nossa aliada ou inimiga, tudo depende da forma como se trabalha. Por exemplo, em um debate que fizemos na sala de aula, os alunos falaram sobre a morte das bibliotecas e questionaram por que as redes sociais não são utilizadas para fomentar a leitura. Eles sentem a dificuldade e têm consciência da realidade”.

Os textos e os assuntos abordados nas aulas eram estendidos nas postagens do blog. “Uma vez eles leram o romance Iracema, de José de Alencar, nós discutimos e eu lancei algumas questões sobre a cultura da personagem, o que eles fariam em determinadas situações, no blog. Isso foi uma forma deles emitirem opinião sobre o assunto, ainda que de forma desordenada inicialmente. Eu enfatizava para eles que cada situação exige uma linguagem diferente e a produção depende do lugar, do público e do momento que estamos vivendo”, explica Fonseca.

Fonseca também acredita que é preciso romper as barreiras do uso da tecnologia no contexto escolar. “Muitas vezes existe o comodismo, o medo do novo e o professor não consegue chegar até o aluno. O governo tem investido na tecnologia na escola, mas precisamos ter cuidado para não acharmos que a informatização irá mudar a Educação. Na verdade, tudo depende da forma como o professor encara, administra e forma objetivos com as novas ferramentas. Além disso, gestão educacional precisa ter uma visão ampla e não ficar presa ao tradicional e sistemático. Não adianta apenas nos preocuparmos com conteúdos específicos, temos que ajudar o aluno a produzir conhecimentos que vão servir para ele na sociedade e ensiná-lo para a cidadania”.

Para a professora de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa Feusp, Neide Luzia de Rezende, os profissionais da educação que conseguem realizar um trabalho mais autônomo, que aproxime os alunos, mesmo seguindo as orientações do material fornecido pelas secretarias de educação, tem mais chances se conseguir resultados positivos. “A ideia de trabalhar com projeto é rica porque permite a reorganização ao longo do tempo, mudanças de acordo com cada edição. O valor disso é o planejamento das ações e a integração com a comunidade escolar. É preciso ter uma concepção, mecanismos de avaliação constantes e elementos da vida social para entrosar o aluno. O movimento de dentro da escola para fora por meio da linguagem é fundamental. É preciso entender a prática e a crítica dos alunos em relação à escola, ouvi-los. Isso não quer dizer ficar no mundo deles, mas partir da colaboração e avançar junto com eles”.


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Graduação e pós-graduação: Senai do Rio abre inscrições para 3 cursos

Você tem até 30 de maio para se inscrever no vestibular da Faculdade Senai Rio, que oferece cursos de graduação tecnológica em Automação Industrial , com 19 vagas, e Processos Metalúrgicos, 40 vagas, além de pós-graduação e cursos de extensão nas áreas de Petróleo & Gás e Biocombustível.

Alunos no curso de automação industrial, em foto de Antonio Batalha

Os cursos de graduação tecnológica são de nível superior, com duração de três anos. Para participar do processo seletivo, precisa ter concluído o ensino médio. O vestibular contará com redação e prova objetiva com questões de Português, Matemática e Física. As aulas serão nos campi da Tijuca, de Benfica e do Maracanã, de acordo com o curso.

O tecnólogo em Automação Industrial atua no planejamento, instalação e supervisão de sistemas de integração e automação. No mercado pode ser inserido em vários setores industriais, como petroquímico, alimentos e bebidas, papel e celulose, metalurgia, automobilístico e farmacêutico.

O tecnólogo em Processos Metalúrgicos utiliza os fenômenos envolvidos em processos como siderurgia, fundição, moldagem de ligas metálicas, tratamento térmico e superficial. Pode trabalhar em segmentos industriais como metalurgia, petroquímico, metalmecânico e automobilístico.

Com a graduação tecnológica, a atuação do Senai Rio oferece cursos desde as turmas de iniciação, passando pelos cursos de aperfeiçoamento, aprendizagem, qualificação, técnico, tecnólogo e extensão, até as turmas de especialização e pós-graduação.

Segundo pesquisa realizada pelo Senai, em áreas como petroquímica, energia, mineração, metalmecânica e eletromecânica, a média salarial dos técnicos passa as da carreira de nível superior como um todo: R$ 6.300 na petroquímica e R$ 5.700 na mineração, contra R$ 2.700 de um farmacêutico ou de um psicólogo, por exemplo.

Mais informações: 0800 0231 231, ou www.faculdadesenairio.edu.br


Pesquisa e inovação: banheiro químico para pessoas com deficiência ganha prêmio em feira internacional

Pipi Rodas, um banheiro químico adaptado para pessoas com deficiência, dotado de guincho de transporte do usuário de cadeira de rodas para o vaso sanitário e vice-versa, proporcionando acessibilidade a eventos culturais, entre outras atividades. Esse foi o projeto vencedor do Grand Prix Senai de Inovação, realizado durante a Business IT South America (BITS), no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre − feira que se encerrou nesta quinta (15/5/2014).

Como a vencedora, as equipes foram formadas por alunos e técnicos do Senai
e representantes de universidades e de empresas (foto Sistema Fiergs)

Em segundo lugar ficou o projeto Estacione Aqui, um aplicativo web que permite a verificação estacionamento livre em áreas controladas por parquímetros, direcionando o tráfego para locais com oferta de vagas, evitando a circulação desnecessária em locais onde não há disponibilidade. O terceiro colocado foi o Fidelidade ao Transporte Público, um estímulo ao uso dos coletivos, por meio de um programa de milhagem para os usuários mais assíduos, que pode ser convertido em cupons para acesso a atividades culturais.

O resultado veio depois de 48 horas ininterruptas de muito trabalho, troca de ideias e informações e reflexão na elaboração de projetos para solucionar problemas de mobilidade. Surgiram 134 propostas − 71 delas com protótipos. Os três primeiros colocados estão pré-qualificados para participar do Edital Sesi Senai de Inovação e estão mais próximos de chegar ao mercado.

Promovido pelo Senai e IEL do Rio Grande do Sul, o Grand Prix de Inovação consiste na geração de ideias inovadoras, a partir da união de equipes multidisciplinares, formadas por alunos e técnicos do Senai, representantes de universidades e de empresas, tudo para estimular a inovação dentro das indústrias.


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Superiores de Tecnologia: Senai de São Paulo inscreve até 21 de maio

São cursos com características especiais, correspondentes à Educação profissional tecnológica de graduação. Podem participar alunos que tenham o ensino médio completo. Ao concluir o curso, o aluno receberá o diploma de tecnólogo.

Clique aqui para saber mais sobre.


Inovação: EMC abre no Rio seu 1º centro de pesquisas em óleo e gás

Laboratório instalado na Ilha do Fundão coloca o país no palco mundial de inovação em big data

A EMC inaugurou na quarta (14/5/2014) seu primeiro centro de pesquisas em big data focado no desenvolvimento de tecnologias voltadas para a indústria de óleo e gás. O prédio com 3 mil metros quadrados divididos em quatro andares está instalado no Parque Tecnológico da UFRJ, na Ilha do Fundão, e consumiu investimentos de US$ 100 milhões. Com equipamentos de ponta, o laboratório possui o maior data center para pesquisas em big data da América Latina.

- O conhecimento gerado aqui tem escalabilidade global e coloca o Brasil, mais especificamente o Rio de Janeiro, no palco mundial de inovação – afirmou o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira.

Mesmo antes da inauguração do laboratório, a EMC já realizava pesquisas no Brasil, tanto que a equipe liderada pela cientista-chefe do centro, Karin Breitman, já registrou três patentes. A última, depositada no fim de abril, é considerada disruptiva para a indústria de petróleo. O projeto Maracanã é uma solução de hardware e software que realiza a compressão de dados sísmicos de forma mais rápida e eficiente que as técnicas atuais.

- Toda a tecnologia utilizada é 100% nacional. O Maracanã vai facilitar a prospecção de petróleo e outros minerais – explicou Karin.

Clique aqui para ler na íntegra a reportagem publicada no O Globo.


quarta-feira, 14 de maio de 2014

Tecnologia e inovação: Brasil mostra avanços, indica BID

Por Agência Brasil

O Brasil apresenta avanços significativos na área da inovação, quando comparado a outros países da América Latina e do Caribe, disse nesta terça (13/5/2014), no 26º Fórum Nacional, no Rio de Janeiro, a representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no país, Daniela Carrera-Marquis.

De acordo com ela, isso tem a ver com a capacitação dos trabalhadores, dentro das empresas, além dos incentivos em infraestrutura. O fórum é promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae).

O elevado índice de urbanização, estimado entre 75% e 80%, e o fato de haver cerca de 65% de concentração de valor agregado na indústria de serviços tornam a América Latina e o Caribe, e por extensão o Brasil, ambientes propícios ao desenvolvimento de centros de inovação.

De acordo com o BID, a inovação e a tecnologia estão relacionadas, em muitos aspectos, ao aumento e ao impacto positivo na produtividade. Dentre os fatores negativos para a expansão da inovação, Daniela citou o elevado nível de informalidade na região, além da falta de integração entre setores da sociedade.

“A inovação prospera em uma sociedade quando tem a capacidade de influenciar os setores público e privado, as universidades e os centros de pesquisa públicos e privados”, manifestou, destacando que a inovação deve ser usada para gerar aumento de produtividade econômica e, também, solucionar problemas sociais.

O BID apurou que o investimento, tanto público, como privado, ainda é reduzido na região. Existe ainda, de acordo com o banco, pouco vínculo entre as inovações científicas e a capacidade dessas inovações prestarem serviços à sociedade, usando os recursos das empresas privadas “para ter uma escala maior, que permita a utilização dos desenvolvimentos científicos para poder obter bons resultados nos desafios dos problemas sociais e econômicos da região”. Há também, apontou Daniela, muito espaço para melhorar o campo da educação superior.

No caso específico do Brasil, ela destacou que o elemento mais importante é o fator humano e não a falta de recursos. Daniela informou que em torno de 80% das empresas da região são de pequeno e médio porte. “Portanto, não têm acesso a capital técnico, financeiro e humano para sustentar seus processos de inovação”. Outro fator relevante para a inovação é o acesso à informação.


“O Brasil é um exemplo de bons resultados”. A participação do setor privado, em termos de recursos para inovação, porém, ainda é moderado, frisou Daniela Carrera-Marquis.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Tecnologia agropecuária: Olimpíada lança desafi a estudantes do setor de todo o Brasil

Fonte Ministério da Educação

Estudantes dos cursos técnicos em agropecuária (integrados e subsequentes) e demais cursos do eixo tecnológico recursos naturais, matriculados em institutos federais ou demais instituições que ofereçam formação nessa área, podem testar e mostrar seus conhecimentos na Olimpíada Brasileira de Agropecuária (Obap).

Clique aqui para saber tudo sobre e fazer sua inscrição

Dividida em três fases, sendo duas virtuais e uma presencial, que equivale à final da competição, a olimpíada incentiva a participação de estudantes de todo o país em atividades de iniciação científica, além de promover o desenvolvimento regional e a produção de inovações tecnológicas na área.

A quarta edição da Obap recebe inscrições até 30 de maio. Podem ser feitas no portal do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas, que coordena a realização o evento.

Em média, com 380 equipes de 25 estados, alunos de institutos federais, centros estaduais e municipais de Educação agrícola participaram das edições de 2011, 2012 e 2013. “O principal ganho é propiciar um momento para que o competidor possa mostrar, na prática, o que aprendeu na teoria”, afirma Éder Sacconi, diretor de pesquisa e inovação do Instituto Federal do Sul de Minas.

Vencedores
Na 3ª Obap, os competidores foram desafiados a elaborar estudos de caso sobre o tema fruticultura. O proposto foi aumentar o consumo de frutas no contexto regional e nacional, visando à promoção da saúde. A equipe vencedora da competição, a Agro SMI, formada pelos estudantes Vitor Araújo, Rafael Minosso e Lucas Henrich, apresentou o projeto Introdução de frutas em restaurantes populares como forma de aumentar produção e consumo de frutas.

Pela proposta, uma parceria entre pequenos produtores da região e as administrações municipais garantiria o abastecimento dos restaurantes, pelos produtores, e em contrapartida teriam a assistência técnica necessária para o manejo de seus pomares.

Os produtores destinariam parte de suas áreas para o plantio de duas espécies nativas (jabuticaba e maracujá) e duas espécies exóticas (mamão e banana). Os frutos de banana e mamão seriam destinados ao consumo in natura, enquanto os frutos de jabuticaba e maracujá seriam processados para obtenção de polpa.

“Depois da Obap, a gente se tornou um exemplo, porque dentro do nosso próprio colégio as pessoas se espelham em nós e todos agora estão estudando mais”, comenta Rafael, que, durante a competição, teve contato com outros 200 alunos de todas as regiões do Brasil.

Vitor, Rafael e Lucas terão neste ano a oportunidade de viajar para os Estados Unidos, onde participarão da Olimpíada Internacional de Ciências da Terra (Ieso). Eles são alunos do Centro Estadual de Educação Profissional Manoel Moreira Pena, de Foz do Iguaçu (PR), e foram orientados pelas professoras Juliana Davi e Carmem Aranda. Estudantes de um curso técnico em agropecuária integrado ao ensino médio, eles são de São Miguel do Iguaçu, município localizado a cerca de 50 quilômetros da sede da escola, o que deu origem à sigla SMI. Para sair vitorioso da competição, o trio superou o desempenho de outras 239 equipes.

Novidade
Nesta quarta edição, haverá a inclusão de provas práticas na final. A fase presencial ocorrerá nos dias 10 e 11 de outubro, no campus do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais, localizado no município de Inconfidentes.

A competição, realizada pelo Instituto Federal do Sul de Minas e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), conta com o apoio do Ministério da Educação, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais, entre outros parceiros.


Mecatrônica: Senai vai abrir 40 vagas em curso técnico

O Senai do Rio Grande do Sul vai ministrar em sua unidade de Santa Rosa (495 de Porto Alegre), a partir de julho, o curso técnico em Mecatrônica. As inscrições poderão ser feitas de 25 de maio e encerram em 27 de junho. A prova de seleção será realizada em 28 de junho.

Saiba mais: 55 3512-5886 (foto Divulgação)
Na pauta do curso automação industrial, mecatrônica, instrumentação, controle de processos e manutenção de sistemas industriais autômatos. O profissional da área pode atuar em automobilística, eletrônica, mecânica, química e outras, realizando atividades ligadas à integração de processos mecânicos e eletrônicos.

Também pode auxiliar engenheiros durante o processo de design e desenvolvimento de sistemas automatizados; tais como robôs e equipamentos que operam com o auxílio de softwares. Operam programas que automatizam a linha de produção de uma empresa, além de avaliar e especificar componentes das máquinas, assim como supervisionar a construção de protótipos.

Para ingressar no curso em mecatrônica do Senai-RS, o candidato precisa estar matriculado no ensino médio, a partir do 2º ano, ou comprovar a conclusão do mesmo. Será oferecido pelo Pronatec, de forma gratuita, e no turno da noite, na modalidade paga. São 40 vagas por turma.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Pesquisa e inovação: Embrapii lança primeiro edital para credenciar centros de tecnologia

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) publicou o primeiro edital para credenciamento de novas unidades de pesquisa e inovação de todo o país. Nesta primeira fase, dez centros serão certificados e poderão investir em projetos utilizando o selo Embrapii.


A meta é ter, até o início de 2015, 23 unidades aplicando R$ 260 milhões no desenvolvimento de projetos inovadores. O edital, que estabelece os critérios que as instituições científicas e tecnológicas (ICTs) devem atender para utilizarem os recursos, está publicado no site da empresa.



"O edital estabelece os critérios de elegibilidade de uma ICT. Vamos analisar se os centros têm área de competência bem definida, se sua proposta está compatível com a política de governo, se ele possui estrutura, entre outros critérios. Caso esteja apto, o ICT submete seu plano de ação e vamos verificar se a proposta é consistente", afirma o presidente da Embrapii, João Fernando Gomes de Oliveira.

Parcerias
As unidades credenciadas são o elo da parceria que envolve as empresas responsáveis pelos projetos e a Embrapii. Cada um contribui com um terço do valor global dos recursos necessários. Os institutos de tecnologia e inovação certificados entram com os recursos humanos, estrutura, máquinas e equipamentos.

Para firmar tais parcerias, as instituições de pesquisa deverão ser credenciadas a partir de critérios como foco em uma área de competência, infraestrutura e experiência em parcerias anteriores com outras empresas.

O principal ganho com a criação da Embrapii é o início de uma política de investimentos públicos no período pré-competitivo das atividades de pesquisa e desenvolvimento. Essa fase, posterior à escala laboratorial e anterior à comercial, é de alto risco. Daí a importância do compartilhamento técnico e econômico com o setor produtivo.

Até agora foram aprovados na experiência-piloto 68 projetos nas áreas de manufatura, automação, bionanotecnologia, saúde e energia que, juntos, somam R$ 188 milhões. Desse total, R$ 62 milhões são recursos públicos – que triplicaram o aporte inicial. Das empresas que participam via projeto piloto, 30,7% são de alta tecnologia e 61,5% são de média tecnologia.

A Embrapii foi criada a partir das propostas da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), movimento liderado pelo Sistema Indústria que pretende colocar a inovação no centro das estratégias das empresas brasileiras. 

Fonte Portal da Indústria


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